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Disfunção erétil situacional ou permanente? Descubra qual é a sua
Disfunção Erétil (Broxar)6 min de leitura

Disfunção erétil situacional ou permanente? Descubra qual é a sua

Escrito por: Waldemar Krueger (Cofundador da Lucy)

Revisado por: Lucimar Ghelfi — CRP 12/02552

Se acontece em algumas situações e em outras não, o diagnóstico e o tratamento são completamente diferentes. Veja como identificar.

Disfunção erétil situacional ou permanente? Descubra qual é a sua

A distinção mais útil que existe nesse assunto é esta: acontece sempre, em todas as situações, ou só em algumas? Se você funciona sozinho mas não com ela, ou funciona com uma parceira e não com outra, ou funcionou no hotel e falhou em casa, você tem a forma situacional — e ela tem prognóstico muito melhor, porque significa que o seu corpo está inteiro e o que muda é o contexto.

O que significa cada uma

Situacional é quando a dificuldade aparece em circunstâncias específicas e não em outras.

O mesmo homem, o mesmo corpo, resultados diferentes conforme a situação.

Generalizada é quando acontece em todas as circunstâncias.

Com qualquer parceira, sozinho, em qualquer lugar, em qualquer estado de espírito.

Essa diferença importa porque nenhuma artéria escolhe contexto. Se o seu problema fosse puramente de encanamento, ele não sumiria quando você troca de quarto.

Uma revisão sobre disfunção erétil psicogênica aponta que a ansiedade de desempenho, relacionada a diferentes circunstâncias, é a causa mais comum desse tipo de disfunção — e cita ainda educação sexual inadequada, experiências traumáticas, relação conflituosa e situações de estresse entre os fatores envolvidos.

Os cenários situacionais mais comuns

Funciona sozinho, não funciona com ela.

O mais frequente de todos. A diferença entre as duas situações é a presença de plateia e de avaliação.

Funciona com uma parceira, não com outra.

Normalmente falha justamente com quem importa mais. Não é falta de atração — é excesso de importância.

Funcionava no começo do relacionamento e piorou.

No início não tinha histórico nem expectativa. Depois de uma falha, cada relação passou a carregar a memória da anterior.

Funciona fora de casa e falha em casa.

Casa tem rotina, filhos dormindo no quarto ao lado, contas na cabeça, e a memória das noites que não deram certo naquele mesmo colchão.

Falha só quando é planejado.

Sexo com hora marcada — inclusive em tentativas de engravidar — é a forma mais pura de pressão de desempenho que existe.

Falha só com camisinha.

Parte é redução de estímulo, parte é a pausa para colocar, que quebra o clima e abre espaço para a cabeça entrar em campo.

▶ Assista: Broxar com a camisinha... nunca mais!

Como fazer o seu próprio mapeamento

Responda com honestidade, sem tentar parecer melhor:

●       Você tem ereção ao acordar? Com que frequência?

●       Você tem ereção normal na masturbação?

●       Já funcionou perfeitamente com alguma parceira, em algum período?

●       Existe algum contexto em que funciona melhor — férias, hotel, manhã, depois de beber pouco?

●       A falha é mais provável quando você está querendo muito que dê certo?

Se você respondeu sim a duas ou mais, é situacional. E situacional é boa notícia.

Agora o alerta honesto: existe uma armadilha aqui. Um homem com uma leve queda vascular, que ainda não daria sintoma sozinha, pode ter a falha desencadeada justamente nas situações de maior pressão. Ou seja, parece situacional e tem componente físico junto.

Por isso o exame não é opcional, nem quando tudo aponta para a cabeça.

O que fazer com cada resposta

Se é situacional:

O trabalho é de contexto e de ansiedade. Tirar a penetração de cena por um período, parar de se vigiar durante o ato, conversar com ela, e treinar. É o cenário que mais responde ao trabalho psicológico — e frequentemente o que responde mais rápido.

Se é generalizada:

Prioridade absoluta para a investigação médica. Exames de sangue, pressão, glicemia, testosterona, revisão de medicamentos. E depois disso, o trabalho psicológico entra somando — porque quem convive com dificuldade generalizada por meses acumula medo também.

Se você não consegue classificar:

Trate como as duas. Investigue o corpo e trabalhe a cabeça em paralelo. É a conduta mais segura e a que eu recomendo na dúvida.

▶ Assista: Disfunção Erétil e Ejaculação Precoce: Método com 93% de satisfação

Se você quer entender qual é o seu caso e por onde começar, eu explico numa aula ao vivo como identificar isso e o que fazer em cada cenário.

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E me conta nos comentários: no seu caso, existe alguma situação em que funciona melhor? Eu leio e respondo todos.

disfunção erétilDiagnósticoansiedade

Perguntas frequentes

Situacional é menos grave que generalizada?+

Do ponto de vista de prognóstico, costuma responder melhor e mais rápido, porque o mecanismo físico está preservado. Mas o sofrimento é igualmente real.

Posso ter as duas ao mesmo tempo?+

Pode, e é comum. Uma leve alteração física que só se manifesta nas situações de maior pressão parece situacional e tem os dois componentes.

Se funciona sozinho, preciso fazer exames?+

Sim. É rápido, e a dúvida não resolvida sobre o próprio corpo alimenta a ansiedade que está causando o problema.

Por que falho justamente com quem eu amo?+

Porque quanto maior a importância, maior a expectativa e a pressão. Ereção depende do estado relaxado, e pressão produz o estado oposto.

Quanto tempo leva para resolver a forma situacional?+

Muitos homens sentem mudança em poucas semanas ao tirar a cobrança de cena. Consolidar a confiança leva mais tempo.

Referências

  1. 1.Revisão sobre disfunção erétil psicogênica e ansiedade de desempenho. PubMed Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. O diagnóstico deve ser feito por um urologista.